A desnutrição é uma causa que, geralmente, está muito associada a questões de vulnerabilidade social em que muitas pessoas por não terem condições financeiras para se alimentar entram em estado de desnutrição. Mas, esta causa não se limita somente a esta circunstância. A presença de certos distúrbios, problemas no metabolismo ou absorção de nutrientes, ou a ingestão de alguns medicamentos que interferem no consumo de alimentos também podem provocar esta situação no indivíduo.

A má nutrição é um desequilíbrio entre os nutrientes de que o corpo precisa e os nutrientes que o corpo obtém, sendo algo nítido fisicamente. De maneira geral, a pessoa fica com peso abaixo do normal, os ossos ficam salientes, a pele fica seca e sem elasticidade e os cabelos ficam secos e caem com facilidade. Nesse sentido, os profissionais da saúde conseguem identificar a desnutrição com base na aparência, altura, peso e situação da pessoa, o que inclui informações sobre dieta e perda de peso.

Outro ponto importante sobre este assunto é que, os indivíduos que se encontram em estado de desnutrição estão mais suscetíveis a ter algumas doenças, como: anemia, na falta de ferro; hipotireoidismo, na deficiência de iodo ou xeroftalmia, na redução de vitamina A.

Sintomas


Como foi dito acima, o principal sintoma de desnutrição é a perda de peso corporal, no entanto, outros sintomas presentes são:

Diarreia frequente;

Cansaço excessivo;

Dificuldade de concentração;

Falta de apetite;

Diminuição da temperatura corporal;

Apatia ou irritabilidade;

Inchaços generalizados.

Em casos mais graves de desnutrição pode ocorrer enfraquecimento do sistema imune, resultando em infecções frequentes.

Quem possui maior risco?


A fase da vida que apresenta maior risco de desnutrição é a infantil. Os bebês, quando a mãe não amamenta de forma adequada ou quando o bebê não consome o leite de maneira suficiente para sua idade, e as crianças de até 5 anos, período em que depende totalmente do cuidado de adultos para se alimentar são os mais propensos a ter má nutrição.

Também entram para o grupo de risco, os idosos e as pessoas com anorexia ou outras doenças graves, como câncer e insuficiência cardíaca, nos quais, possuem maiores chances de ficarem desnutridos, pois normalmente não conseguem consumir a quantidade necessária de alimentos por dia.

Desnutrição X Distúrbios


Alguns distúrbios como os de má absorção interferem na absorção de vitaminas e minerais. Uma cirurgia que envolve a retirada de parte do trato digestivo pode ter o mesmo efeito. Alguns distúrbios como, por exemplo, AIDS, câncer ou depressão fazem com que a pessoa perca o apetite e consuma menos alimentos, o que resulta na desnutrição.

Outros distúrbios que contribuem para a desnutrição e podem ser mais frequentes em idosos são:

Depressão – capaz de provocar perda de apetite;


Derrame ou tremores – podem causar dificuldade para mastigar, deglutir ou preparar alimentos;

Artrite ou outras deficiências físicas – responsáveis por reduzirem a habilidade de se movimentar, o que pode dificultar a compra e o preparo de alimentos;

Distúrbios de má absorção – interferem na absorção de nutrientes;

Câncer – pode diminuir o apetite e aumentar a necessidade de calorias do corpo.

Demência – pode fazer com que as pessoas se esqueçam de comer ou que percam a capacidade de preparar alimentos e, portanto, percam peso. As pessoas com demência avançada não conseguem alimentar-se por si mesmas e podem resistir a receber alimentos dados por outras pessoas.

Problemas odontológicos – como por exemplo, dentaduras mal colocadas ou doença da gengiva podem dificultar a mastigação e, consequentemente, a digestão de alimentos.

Anorexia nervosa – principalmente quando está presente a muito tempo, pode ainda piorar com algum acontecimento na terceira idade, como a morte do (a) parceiro (a) ou medo de envelhecer.

Desnutrição X Medicamentos


O uso de determinados fármacos pode contribuir com a desnutrição, fazendo com que a pessoa tenha:

Redução do apetite – com a ingestão de medicamentos usados no tratamento de hipertensão arterial, por exemplo, os diuréticos, insuficiência cardíaca como digoxina ou câncer como cisplatina;

Náuseas – causando a diminuição do apetite;

Aceleração do metabolismo – devido ao uso de certos medicamentos como, por exemplo, a tiroxina e a teofilina, aumentando a necessidade de calorias e nutrientes;


Alguns fármacos também podem interferir na absorção de determinados nutrientes no intestino. Além disso, a interrupção de certos medicamentos como os ansiolíticos e os antipsicóticos ou o consumo de álcool podem levar à perda de peso.

Tratamento


O tratamento vai depender das circunstâncias em que o paciente se encontra, mas, colocando em tópicos o tratamento ocorre por meio de:

- Alimentação, geralmente por via oral;

- Tratamento da causa;


- Às vezes, alimentação por sonda ou intravenosa;

- Às vezes, medicamentos, no caso de desnutrição grave.


Nos tratamentos por via oral, há um aumento gradual da quantidade de calorias ingeridas, evitando alterações intestinais, como diarreia. Assim, são feitas entre 6 a 12 refeições por dia com pouca quantidade de alimentos.


Conforme o tratamento vai avançando, o número de refeições diárias é reduzido, enquanto as quantidades de comida a cada refeição são aumentadas, de acordo com a adaptação do paciente. Porém, quando o indivíduo não consegue ingerir alimentos sólidos podem ser utilizadas dietas ou suplementos líquidos para garantir os nutrientes necessários.


Enquanto nos casos mais graves, pode ser necessário internamento hospitalar para que o paciente seja alimentado com nutrientes diretamente na veia ou através de sonda gástrica.

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Fonte: Manual MSD e Tua Saúde

Imagem: 123RF