A busca por uma alimentação saudável faz com que muitas pessoas abandone os fastfoods e acrescente no lugar os alimentos naturais ou aqueles que são bastante rotulados como saudáveis. No entanto, certas comidas não são bem o que parece e podem ser substituídas por outros produtos alimentícios. Veja alguns dos alimentos que embora aparentem não são tão excelentes assim.

Glicose de milho


A glicose de milho costuma ser muito utilizada para adoçar produtos processados, como sucos de frutas, refrescos, refrigerantes, petiscos doces, alguns cereais matinais, geleias, iogurtes com sabores ou bolos. Nos Estados Unidos seu uso tem sido associado com o aumento da obesidade. "O problema deste xarope é que sua sacarose contém um nível de frutose maior do que o do açúcar (65% em comparação com 50%) e por isso estimula menos os níveis de insulina no sangue e se metaboliza principalmente no fígado", afirma a nutricionista Elisa Blázquez.


"As consequências de seu consumo excessivo podem ser muito prejudiciais para o fígado e causar trigliceridemia, hiperuricemia e hipertensão", afirma Elisa. Em contrapartida, a dietista-nutricionista Virginia Gómez, diz que: "Esses efeitos só ocorrem com um consumo frequente e no longo prazo, e não quando se toma de forma pontual."

Outro detalhe é que a frutose contida na glucose de milho não estimula a produção de leptina (hormônio encarregado de ativar os sinais de saciedade) e o resultado é uma sensação de insatisfação constante que leva a pessoa a consumir outros produtos doces para se sentir saciada.

Barrinhas de cereais


Alguns especialistas ressaltam que diversas barrinhas de cereais que existem no mercado são, na realidade, ricas em açúcar e sódio. Para evitar o consumo destas barrinhas o mais recomendado é avaliar os ingredientes que estão no rótulo. O que vem primeiro são os componentes que estão em maior quantidade, então, o ideal é buscar marcas em que a fibra esteja no início da lista. Outra dica é dar preferência para as barrinhas de fruta, que são menos gordurosas, e as que contêm flocos de milho, mel, aveia e castanhas.

Açúcar refinado


O açúcar não está presente só nos bolos e doces, mas também em molhos de tomate, conserva de legumes, pratos pré-cozidos e até os embutidos. Por mais que as propriedades nutricionais da cana de açúcar sejam boas para o organismo, o processo de refino do açúcar retira estes nutrientes, tais como, fibra, proteínas e minerais deixando somente a sacarose.


A sacarose presente no açúcar refinado se transforma em energia rápida para o organismo e produz um índice alto de glicemia e pouco fisiológico. "O excesso de açúcar pode ser devastador para a saúde e produzir inflamação ou obesidade", indica a nutricionista Elisa. Porém, o consumo se torna prejudicial quando é superabundante. Até porque, consumir açúcar de modo pontual não acarreta problemas. É o que explica Virginia Gómez: "Meu conselho é prescindir do açúcar em nosso dia a dia para, chegado o momento, podermos comer um pedaço de bolo de aniversário."

Suco de caixinha


Conhecidas também como néctar de fruta, algumas dessas bebidas possuem tanto quanto ou até mais açúcar do que os refrigerantes. Certos sucos de caixinha contêm até duas colheres de sopa a cada 200 ml, além de uma quantidade grande de sódio, substância que, em excesso, pode sobrecarregar os rins e aumentar as chances de a criança ter pressão alta no futuro.

Outros ingredientes inseridos nos sucos de caixinha são os corantes e aromas, principalmente nos de soja, o que aumenta a quantidade química da bebida. Dessa forma, a melhor opção é alternar o suco de caixinha com o suco natural da fruta ou com a água que é sempre bem-vinda. Outra opção são os sucos prontos integrais, que não têm açúcar e só precisam ser dissolvidos em água, mas claro, o consumo deve ser moderado e não exagerado.

Azeite de dendê


O azeite de palma, conhecido popularmente como azeite de dendê, é muito utilizado para a conservação de muitos produtos assados, doces ou comida pronta, mas, o lado ruim deste azeite é que ele é rico em gordura saturada. Apesar da nutricionista, Elisa Blázquez, dizer que esse tipo de gordura é menos prejudicial do que as chamadas gorduras hidrogenadas ou TRANS é preferível consumir alimentos que contenham azeite de oliva virgem.

"Existem muitos produtos no mercado que contêm esse tipo de gordura de maneira oculta, o consumidor pode ler na etiqueta "óleos vegetais", mas não conhece o tipo de óleo que está consumindo", alerta a nutricionista. Ela também explica que reduzir o excesso de gordura saturada no dia a dia e aumentar o consumo de gordura poliinsaturada, principalmente do tipo ômega 3, ajuda a diminuir a inflamação e melhorar a saúde cardiovascular.

"Apesar disso, o óleo de palma ingerido com moderação é mais adequado do que qualquer gordura hidrogenada", continua Blázquez. Extraído do fruto da palmeira africana, cerca de 85% da produção mundial desse óleo é originada na Indonésia e na Malásia.

Peito de peru


Muitas pessoas ao invés de consumir o presunto trocam pelo peito de peru pois julgam ser mais saudável mas, quando se trata de sódio ambos têm a mesma quantidade de sódio e gordura. Para conservar esses alimentos, as industrias usam nitritos e nitratos, substâncias químicas que, segundo algumas pesquisas, podem causar câncer se consumidas por muito tempo. Então, a melhor alternativa é consumir esses alimentos somente uma vez por semana, o que inclui a salsicha e a mortadela que também entra nessa categoria, e dar preferência para a versão sem capa de gordura.

Produtos light e diet


Os alimentos light e diet não são sinônimos de consumo à vontade e sem restrições. No que diz respeito a crianças, os diets e os light são indicados apenas em casos de doenças como obesidade e diabetes. Achar que eles podem ser servidos sem moderação, já que têm menos açúcar e gordura, é um erro. "Isso porque o fabricante adiciona sódio para manter o sabor. Então, melhor ingerir uma quantidade menor da versão tradicional do que o dobro da light", orienta Virginia Weffort, nutróloga do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Se você atua na área da nutrição, agronomia, zootecnia ou de engenharia de alimentos e deseja se tornar um (a) especialista na qualidade dos alimentos. Matricule-se no MBA em Gestão da Qualidade, Produção e Higiene de Alimentos do Incursos. Faça a diferença no mercado de trabalho como um (a) especialista no assunto.



Fonte: El País e Revista Crescer

Imagem: 123RF