A indústria alimentícia se trata de um conjunto de atividades industriais que possuem como produto final alimentos, bebidas ou ingredientes. Esse setor fatura muitíssimo mundialmente sendo um ramo em eterna crescente no Brasil e o maior gerador de empregos do país. Mas, assim como os alimentos podem perder em nossas casas, as indústrias também precisam lidar com suas perdas e consequentemente evitarem os desperdícios.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) as perdas e desperdícios correspondem a um terço da produção global de alimentos, com implicações críticas para a segurança alimentar e também para a emissão de gases de efeito estufa. Devido a essas questões, a agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU tem a meta 12.3 que visa "Até 2030, reduzir pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial, nos níveis de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheita".


As divisões na indústria de alimentos


A indústria alimentícia está dividida em quatro categorias, sendo elas:


Indústrias de alimentos frescos, como frigoríficos ou aquelas que embalam vegetais para sua comercialização;

As de conserva, que transformam alimentos frescos em comida estocável;

As que fabricam ingredientes, resultando em sal de cozinha, farinha, açúcar;

E as que produzem alimentos prontos para consumo, como padarias e pizzarias.

Dificuldades na indústria de alimentos


Um problema que costuma acontecer bastante nas indústrias alimentícias, seja de alimentos processados, de conserva, de ingredientes ou até mesmo de consumo, são possíveis gargalos durante a produção. Isso porque esse setor industrial lida diretamente com consumidores e saúde, então, tudo que é produzido precisa ser feito com a melhor qualidade possível sob uma vigilância e normas rigorosas.


Nessa perspectiva, um problema que muitos proprietários de indústrias passam é a perda significativa de matéria prima em suas produções, pois qualquer ingrediente que for "misturado" errado, despejado em medida incorreta ou que não esteja em sua condição ideal, torna-se lixo. E, por incrível que pareça, esse problema é mais comum do que parece, e a perda de matéria prima faz com que as contas, muitas vezes, não fechem.

Outro problema encontrado nesse ramo da indústria é a não padronização das "receitas". Desde um pão na padaria até uma indústria de grande porte que fabrica alimentos processados, todas precisam de receita. O grande impasse de não haver uma ficha técnica na produção é não ter produtos padronizados, o que abre possibilidade para a diminuição da qualidade do produto final assim como a procura por ele.

Outra questão que o setor da indústria precisa estar sempre atento é o controle de armazenagem e estoque, sendo o grande diferencial de outros ramos industriais. Até porque, quando se lida com produtos perecíveis todo cuidado é necessário para não causar danos com o produto final.


Alguns erros comuns que acontecem são:


Efetuar compras acima ou abaixo da demanda;

Não listar os itens de estoque;


Desconsiderar o tempo de estocagem.

Como lidar com as perdas?


Entre os problemas como os de gargalos na produção, por exemplo, há duas possíveis saídas. A primeira é o mapeamento de todo seu processo produtivo, sendo necessário um fluxograma indicando cada etapa da produção, tudo aquilo que entra e sai, para identificar se há perdas ao longo do seu processo e como corrigi-las. Também se torna algo essencial para a criação e organização das "receitas" dos seus processos.

A segunda solução é um dimensionamento de equipamentos. Esse processo é fundamental para conferir se os equipamentos utilizados na produção estão em seu perfeito estado e máximo rendimento, sendo capazes de produzir na máxima qualidade. Portanto, conferir o maquinário é uma ideia que passa despercebida pela grande maioria dos produtores e fazem grande diferença no produto final.

Assim, para a questão de estoque e armazenagem, a utilização de software para o controle e gestão é essencial. A grande maioria das empresas utilizam essa ferramenta para evitarem problemas com seus produtos ou descarte de matéria prima que já não pode mais ser consumida. Dessa forma um estoque organizado e um treinamento com os funcionários para manter o padrão tornam-se peças chave. Imediatamente seguindo para o último passo do controle de qualidade já com o produto final em mãos.

Buscar inovação


Quem deseja se destacar no ramo alimentício que é seguro, porém, muito competitivo, deve tentar a inovação. Dessa forma, agregar variedade, praticidade, sabor diferenciado, bom preço são questões essenciais para se destacar nesse mercado. Assim, estar atento às tendências, como a da busca por alimentos mais saudáveis, mais práticos, por exemplo, é uma boa forma de vencer a concorrência. Segundo uma pesquisa feita pelo Brasil Food Trends a tendência dos consumidores é a busca por:

- Sensorialidade e Prazer: alimentos premium, étnicos, gourmet etc.

- Saudabilidade e Bem-estar: produtos light/diet, energéticos, fortificados etc.

- Conveniência e Praticidade: pratos prontos, produtos para micro-ondas etc.

- Confiabilidade e Qualidade: garantia de origem, selos de qualidade etc.

- Sustentabilidade e Ética: embalagens recicláveis, selos ambientais etc.

Se você atua na área da nutrição e deseja aprofundar seu conhecimento e aprender sobre a gestão e controle da qualidade na indústria de alimentos, saiba que o Incursos tem a pós-graduação certa para você. Conheça e se matricule no MBA em Gestão da Qualidade, Produção e Higiene de Alimentos. Dê um passo à frente na sua carreira profissional e faça a diferença no mercado de trabalho.



Fonte: eqjúnior e Indústria de Alimentos 2030

Imagem: 123RF