Boa parte dos alimentos que ingerimos contém microrganismos que trazem benefícios para o aparelho digestivo como os fungos presentes em queijos e bebidas, por exemplo. No entanto, há alimentos de origem vegetal e animal que além de transportarem bactérias e/ou fungos considerados essenciais podem fornecer agentes patogénicos capazes de provocar problemas de saúde. Os procedimentos incorretos de manipulação dos alimentos é outro fator que pode causar doenças, até porque o próprio alimento ou a água pode servir de veículo para a transmissão de organismos prejudiciais à saúde ou de substâncias tóxicas e é nesta questão que entra a toxinfecção.

As doenças transmitidas por alimentos e água (DTA) podem se manifestar como infecções transmitidas por alimentos, intoxicações alimentares e toxinfecção causada por alimentos. No caso da toxinfecção, trata-se das enfermidades que resultam do consumo de alimentos que apresentam organismos prejudiciais à saúde e que liberam substâncias tóxicas, como por exemplo, a doença cólera.


O nível de perigo da toxinfecção vai depender de diversos fatores, tais como: o grau de contaminação do alimento, a quantidade ingerida, o tipo de agente patogénico e a capacidade de resistência do sistema imunológico de cada pessoa. Os grupos mais suscetíveis a este risco são as crianças de até 4 anos, os idosos, as grávidas, os doentes e os imunodeprimidos. Além disso, o grupo das bactérias, devido à sua grande diversidade e patogenia, é o grande responsável pela transmissão da maioria das doenças.

Sintomas da toxinfecção


Os sintomas da pessoa que sofre de uma toxinfecção alimentar caracteriza-se por uma série de transtornos gástricos, entre eles os vômitos, a diarreia, febre e dores abdominais, que podem ocorrer separadamente ou em simultâneo, de acordo com as características da bactéria.

Vale salientar também que certas espécies de bactérias podem ser destruídas através do cozimento correto dos alimentos ou pela sua pasteurização. Estas espécies se enquadram nas bactérias que não possuem esporos e são responsáveis pela generalidade das infecções alimentares. Pertencem a este grupo a campylobacter, salmonella, shigella, yersinia, vibrio, brucella, clostridium e listeria.

Já as espécies bacterianas com esporos altamente resistentes ao calor, podem produzir poderosas toxinas. Neste caso, as doenças são causadas pela ingestão de alimentos contaminados com estas toxinas, designadas por exotoxinas. Assim, a bactéria passa a ser um agente patogénico secundário, sendo a toxina a responsável pela doença. Estas espécies bacterianas são as responsáveis pelas intoxicações alimentares.

Intoxicação alimentar


Este tipo de situação costuma ocorrer frequentemente e não é precisa da ingestão do microorganismo, mas sim da toxina produzida por ele enquanto está no alimento. Algumas das toxinas são destruídas pelo processamento, mas outras continuam no alimento mesmo quando o microorganismo é eliminado. Bactérias que podem causar esta intoxicação são o Staphylococcus aureus, e a Clostridium botulinum. Além disso, este problema pode causar botulismo, intoxicação estafilocócica e toxinas produzidas por fungos nas pessoas.

Infecção alimentar

São doenças que resultam do crescimento de microorganismos nos intestinos após a ingestão de alimento por eles contaminado. Essa contaminação pode ocorrer por bactérias como a Listeria monocytogenes, Campylobacter jejuni, Vibrio parahaemolyticus e Vibrio vulnificus, Yersinia enterocolitica. Exemplos de doenças que causam a infecção alimentar são: salmonelose, hepatite viral tipo A e toxoplasmose.

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Fonte: Índice Toda a Saúde, Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde e Qualfood

Imagem: 123RF