A compra de alimentos seja em supermercados, frutarias, padarias ou feiras é necessária e faz parte do cotidiano da maioria das pessoas, seja de forma mensal, semanal ou diária. No entanto, boa parte desses cidadãos que obtém os produtos alimentícios não conseguem consumir tudo sem perder nada. Essa atitude além de favorecer o desperdício faz com que os consumidores gastem dinheiro atoa.


Dessa forma, para reduzir esse problema e evitar que os alimentos vá parar no lixo o site Uol Viva Bem conversou com especialistas que trouxeram dicas de como aumentar a durabilidade dos alimentos. Confira!

Frutas


Primeiramente, a atenção deve ser voltada para as frutas que emitem uma substância chamada etileno pois, se trata de um gás responsável pelo amadurecimento. Dessa forma, entre nesta lista as frutas: abacate, ameixa, banana, caqui, damasco, fruta-do-conde, kiwi, manga, maçã, mamão, maracujá, nectarina, pêra, pêssego, pinha e tomate. A recomendação é que todas estas frutas sejam armazenadas em ambientes ventilados e frescos podendo ir à geladeira, desde que fechados em sacos do tipo ziplock ou em potes.

Além disso, o calor e o oxigênio aumentam a taxa de respiração das frutas, fazendo com que elas amadureçam e entrem na senescência o que significa que há morte do tecido, ou seja, a fruta se deteriora mais rápido.


Já o grupo de frutas que solta pouco etileno é composto por: abacaxi, caju limão, carambola, cereja, coco, figo, goiaba, laranja, lichia, limão, melancia, morango, nêspera, romã, tangerina, uva, e os melões orange. Essas frutas também devem ir à geladeira, mas sempre na parte mais baixa e em sacos plásticos higienizados. Se o intuito for congelar, tire a casca, corte em pedaços menores, divida em porções, coloque em sacos plásticos e leve ao congelador.


Quem tem o hábito de consumir somente uma parte do alimento, a dica é armazená-lo dentro de um plástico ziplock a vácuo ou envolver a fruta com plástico filme, assim haverá menos contato com o ar, conservando a fruta por mais tempo.

Verduras e legumes


O branqueamento continua sendo a maneira mais simples e também eficaz para conservar as verduras e legumes. Para realizar esse método é preciso seguir os seguintes passos:

1- Limpe os alimentos removendo as partes danificadas, as cascas e as sementes, lave e corte em pedaços.

2- Coloque por alguns minutos em água fervente.


3- Depois, retire com o auxílio de uma escumadeira e coloque-os em um recipiente com água gelada e gelo pra resfria-los imediatamente e cessar o cozimento.


4- Seque os alimentos, ponha em embalagens limpas e secas, retire o ar e armazene-os em freezer ou geladeira.


O tempo em que cada alimento deve ficar branqueando é:


Berinjela, repolho, pimentão, chicória, espinafre, chuchu - 2 minutos;

Beterraba - 3 a 5 minutos;


Brócolis, milho verde sem espiga e mandioca - 3 a 4 minutos;

Cenoura - 2 a 5 minutos;

Couve-flor, vagem, abóbora - 3 minutos;

Batata e ervilha - 2 a 4 minutos;

Milho verde com espiga - 8 minutos;


Nabo - 5 minutos;

Couve, repolho - 1 minuto.


Esta técnica de branqueamento garante a qualidade desses alimentos por mais tempo porque inativa algumas enzimas que participam dos processos de maturação e degeneração de hortaliças e frutas, além de diminuir a carga microbiana, além de permitir que as verduras e legumes sejam congelados.


Em contrapartida, verduras que normalmente são consumidas cruas como alface, rúcula e agrião não devem ser congeladas. Já aquelas que costumam serem ingeridas cozidas, como espinafre e couve de Bruxelas, podem ser congeladas.


As verduras e legumes que forem armazenadas no freezer após o branqueamento podem durar de 6 a 8 meses. Enquanto na geladeira podem durar de 7 a 10 dias, dependendo do alimento.


Laticínios


Levando em consideração os leites industrializados, de caixinha, a forma de conservação deve seguir as instruções da embalagem, ou seja, prazo de validade de cinco dias quando armazenados em uma temperatura de até 7 ºC.


Um erro bastante recorrente é colocar o leite e os derivados na porta da geladeira. Esta não é a melhor opção porque é um local que está sempre com uma variação de temperatura o que pode acelerar o processo de deterioração do alimento. Então, o mais adequado é armazenar nas prateleiras de dentro, de preferência nas prateleiras de cima.


Em relação aos queijos, o maior problema é o desenvolvimento de mofo. Esses alimentos devem permanecer na mesma prateleira do leite na geladeira e sempre dentro de um pote. Após ser aberto o ideal é procurar minimizar o tempo de exposição ao ambiente, assim como a manipulação excessiva. Por exemplo, ao abrir um requeijão, deve-se sempre usar uma faca limpa para retirar o alimento do pote e não deixar sobre a mesa por várias horas. A mesma recomendação é válida para as peças de queijos.


Outra recomendação é não congelar os queijos, pois isso pode alterar o nível de proteína e modificar o sabor e as características deles.


Pães


Os pães industrializados já possuem conservantes, mas, mesmo assim, é importante deixá-los fechados dentro do saco plástico em que foram comprados para evitar que estejam em constante contato com o oxigênio, o que diminui sua durabilidade.


Mas, se ainda quiser conservar os pães industrializados por mais tempo, basta deixá-los em um saco ziplock dentro do freezer. O pão congelado pode durar de 1 a 2 meses, dependendo do clima do congelador e das condições de armazenamento. Quanto mais baixa a temperatura e proteção do alimento em relação ao ar frio, maior será as chances dele manter suas características íntegras. Uma ótima dica é congelar o alimento de forma individual e na hora do consumo, colocá-lo direto na torradeira, por exemplo.

Já os pães caseiros possuem um tempo de validade bem menor e pode desenvolver bolores rapidamente. Para evitar esse problema, a adição de uma colher de vinagre na massa pode reduzir o pH do produto, e assim, minimizar o aparecimento de bolores precocemente.

Outra indicação é não embalar o pão ainda quente, isso porque, nessa situação, ele libera água na forma de vapor, que se condensa na embalagem plástica e volta para o alimento, o que favorece o aparecimento de mofo. Portanto, guarde depois do pão ser resfriado, de preferência dentro de um plástico bem fechado.

Vale ressaltar que, pães feitos com farinhas integrais, além de mais saudáveis, duram mais tempo, já que as fibras presentes nessas farinhas absorvem a água adicionada na receita, de forma que o líquido não fique tão disponível para o crescimento dos bolores.

Grãos, cereais e farináceos


Seja linhaça, aveia, arroz, milho, farinhas entre outros, o ideal sempre é armazená-los em local fresco e seco, e dentro de potes fechados. Para conservar por um tempo maior existe uma técnica que consiste em colocar os grãos ou os cereais em garrafas PET higienizadas e secas e vedar a tampinha com fita adesiva. Este ambiente torna-se um ótimo conservador, pois retira quase todo o oxigênio, prevenindo assim o processo respiratório do alimento e a consequente deterioração.

Outra dica é utilizar todos os cereais, grãos e farináceos do recipiente antes de colocar novos, caso contrários, os que estão no fundo do recipiente nunca serão utilizados, o que aumenta o risco de apodrecerem e contaminar os demais.


Carnes – brancas e vermelhas


Tanto as carnes brancas quanto vermelhas, o congelamento sempre será a melhor forma de evitar a multiplicação de microrganismos naturalmente presentes nas carnes e aumentar o tempo de conservação. Mas, é necessário estar atento quanto à quantidade de gordura do alimento, aquelas com maior teor de gordura apresentam menor tempo de vida útil, porque mesmo congelada, a gordura sofre oxidação, alterando o sabor da carne.

Ao comprar o alimento, retire-o da bandeja de isopor e coloque-o em um saco plástico específico ou em um ziplock. E tem mais, não lave a carne, isso aumenta a quantidade de água e o número de microrganismos, favorecendo a deterioração. Além disso, após descongelar não é recomendado voltar para o freezer. Se a intenção é congelar e ir retirando aos poucos, o ideal é separar a carne em diversos sacos plásticos.


Embutidos


Os embutidos incluem itens como a linguiça, salsicha, paio, salame e outros. Grande parte desses alimentos devem permanecer dentro da geladeira, mas para conservar por mais tempo, é indicado levá-los ao freezer enrolados em um papel filme e assim manter a umidade típica. Somente o salame que não é recomendado o congelamento, já que ele pode perder a consistência e sabor. No congelador, esses produtos podem permanecer por até dois meses, desde que armazenados corretamente, no entanto, o tempo de validade pode ser diferente dependendo do fabricante.


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Fonte: Uol Viva Bem

Imagem: 123RF