A alimentação assim como a ingestão de água são dois componentes essenciais em nossa vida, o ato de comer alimentos, principalmente os que são saudáveis, traz diversos benefícios tanto para nosso corpo quanto para nossa mente, mas, para isso as refeições diárias precisam estar dentro do seu padrão de qualidade. Comidas que passaram da sua validade ou que já se encontram contaminadas podem gerar sintomas como vômitos, diarreia e inchaço abdominal, dependendo do microrganismo que está se desenvolvendo no alimento. É por essa razão que é preciso estar sempre atento e saber como evitar uma intoxicação alimentar.


De maneira geral é fácil reconhecer quando um alimento fresco está estragado, pois, sua cor muda, seu cheiro e sabor também sofrem alterações. Já os produtos alimentícios que são industrializados, possuem substâncias que asseguram a validade da comida por mais tempo sendo necessário verificar sempre se o alimento se encontra dentro do prazo para que riscos à saúde sejam evitados.


Para além disso, é importante estar ciente sobre as principais doenças transmissíveis por alimentos que foram contaminados por microrganismos, tais como:


Salmonella

A bactéria Salmonella, normalmente, é encontrada em animais criados na área rural como galinhas, vacas e porcos. A principal fonte de contaminação provém da carne desses animais, especialmente quando são ingeridos crus ou mal cozidos, ou por meio dos ovos, leite e queijo. Outra situação que pode favorecer a proliferação dessa bactéria são os alimentos armazenados em temperaturas muito quentes.


Os sintomas mais recorrentes diante de uma contaminação por Salmonella são: náuseas, vômitos, dores abdominais, diarreia, febre acima de 38º, dores musculares e dor de cabeça, entre 8 e 48 horas após a sua ingestão.

Bacillus cereus


O microrganismo Bacillus cereus pode ser encontrado em vários ambientes mas, costuma ser mais recorrente em produtos agrícolas e de origem animal. Dessa forma, a contaminação pode vir do consumo de leite não pasteurizado, carne crua, verduras e legumes frescos ou cozinhados e armazenados em temperaturas pouco adequadas.

Alimentos contaminados por Bacillus cereus podem fazer com que a pessoa tenha náuseas, diarreia, bastante vômitos e cansaço, até 16 horas após comer.

Escherichia coli


A bactéria Escherichia coli pode ser encontrada de maneira natural no intestino das pessoas e animais, sendo frequentemente isoladas das fezes. No entanto, sua principal forma de contágio ocorre por meio do contato com alimentos contaminados por essa bactéria, seja por meio do consumo de alimentos mal cozinhados, como carne mal passada ou salada, ou quando são feitos com poucos cuidados de higiene.

Os sintomas variam de acordo com o tipo de bactéria E. coli, sendo os mais comuns:


E. coli enterohemorrágica – dor abdominal forte, sangue na urina e diarreia líquida seguida de fezes com sangue, de 5 a 48 horas após a ingestão do alimento contaminado.

E. coli enteroinvasiva – febre acima de 38º, diarreia aquosa e dor abdominal intensa, até 3 dias após a ingestão.


E. coli enterotoxigênica – cansaço excessivo, febre entre 37º e 38º, dor abdominal e diarreia líquida.

E. coli patogênica – dores abdominais, vômitos frequentes, dor de cabeça e náuseas constantes.

Agrotóxicos


Alguns alimentos contaminados por agrotóxicos podem desencadear doenças como câncer, infertilidade e outras alterações em glândulas que produzem hormônios, como por exemplo, a tireoide. Isso porque, essa substância costuma ser aplicada em pequenas quantidades nos alimentos e ao serem ingeridos vão se acumulando no organismo e, apesar de não provocar doenças imediatamente, estão envolvidos na origem má absorção de nutrientes e de doenças degenerativas, como alguns tipos de câncer, por exemplo.

Alimentos contaminados com agrotóxicos ou metais pesados, como mercúrio ou alumínio, não deixam nenhuma alteração capaz de ser sentida. Então, para saber se estes alimentos estão próprios para consumo é necessário saber a sua origem e conhecer a qualidade da água ou da terra onde foram cultivados ou criados.

Alimentos estragados


Doenças provocadas por alimentos estragados, normalmente, ocorrem quando os produtos passam do prazo de validade, no caso dos industrializados ou quando o manipulador do alimento não lavou as mãos ou os utensílios corretamente.

Embora as vezes não seja possível identificar se os alimentos estão estragados, como no caso da infecção por Salmonella, em boa parte dos casos a comida fica com a cor, cheiro ou sabor alterados.

Como se prevenir das doenças transmitidas por alimentos?


O Ministério da Saúde, recomenda as seguintes medidas, tanto para os alimentos comprados no comércio informal como nos serviços de alimentação inspecionados:

Lave as mãos regularmente, antes, durante e após a preparação dos alimentos; ao manusear objetos sujos; depois de tocar em animais; depois de ir ao banheiro ou após a troca de fraldas; antes da amamentação;

Selecione alimentos frescos com boa aparência e, antes do consumo, os mesmos devem ser lavados e desinfetados;

Para desinfecção de frutas, legumes e verduras recomenda-se imergir os alimentos em uma solução preparada com 10 ml, 1 colher de sopa, de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água tratada;

Os ovos devem ser lavados em água potável, um por vez, somente antes do uso e nunca antes de guarda-los;

Lave e desinfete todas as superfícies, utensílios e equipamentos usados na preparação de alimentos;

Assegure-se de que os alimentos cozidos estejam mantidos sob a temperatura adequada antes do consumo seja refrigerados ou aquecidos.


Além disso, os alimentos prontos para o consumo devem ser protegidos de novas contaminações e mantidos sob rigoroso controle de tempo e temperatura como por exemplo, os alimentos quentes devem ser mantidos a 60°C ou mais, enquanto os alimentos frios devem ser mantidos abaixo de 5ºC. Já os alimentos perecíveis só podem permanecer em temperatura ambiente pelo tempo mínimo necessário para sua preparação.

Outras indicações incluem:


Reaquecer bem os alimentos que tenham sido congelados ou refrigerados antes de consumi-los;

Comprar alimentos seguros, verificando prazo de validade, acondicionamento e sua aparência, consistência e odor;

Solicitar orientação aos moradores e produtores locais sobre os pescados e mariscos de certas espécies que, em alguns países em particular, podem estar contaminados com toxinas que permanecem ativas, apesar de uma boa cocção;

Consumir leite pasteurizado, esterilizado (UHT) ou fervido;


Evitar consumir sorvetes de procedência duvidosa devido aos riscos;


Evitar o consumo de alimentos crus, mal cozidos e / ou assados como carnes e derivados;

O congelamento dos produtos cárneos estando -18ºC por 7 dias elimina a maioria de cistos teciduais causadores da toxoplasmose;


Evitar preparações culinárias que contêm ovos crus, por exemplo, gemada, ovo frito mole, maionese caseira;

Evitar o contato entre alimentos crus e alimentos prontos para o consumo para impedir a contaminação cruzada;

Evitar banho em rios, lagos, mares e piscinas cuja água seja ou esteja contaminada;

Beber água ou gelo apenas de procedência conhecida;

Quando estiver em dúvida quanto à potabilidade da água de beber, recomenda-se fervê-la ou tratá-la com solução de hipoclorito de sódio a 2,5 %. Coloque 2 gotas em 1 litro de água e aguarde por 30 minutos antes de consumir.

O que fazer em caso de intoxicação alimentar?


A ingestão de alimentos estragados ou contaminados por microrganismos causam intoxicações alimentares, provocando sintomas como vômito, diarreia e mal-estar geral. A melhor forma de tratar esses sintomas é se hidratar com água, soro caseiro e sucos, assim como fazer uma alimentação leve com sopa e canja.

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Fonte: Tua Saúde e Blog saúdemg

Imagem: 123RF