Quando sobra comida de alguma refeição você joga fora ou evita o desperdício guardando no congelador? Independente da sua escolha, o ato de congelar comida é uma ótima opção para manter a praticidade na cozinha e evitar jogar alimentos fora. Ao ser colocado no freezer, o alimento perde seu calor, o que retarda a ação dos micro-organismos que promovem sua deterioração, ou seja, os micróbios se proliferam muito menos em temperaturas baixas. Isso garante maior durabilidade.

No entanto, apesar de ser uma vantagem e uma maneira de economizar, alguns alimentos não podem ser congelados. Isso porque em certos casos, as baixas temperaturas fazem com que eles sofram alteração na sua textura, sabor e até nos valores nutricionais. Alguns exemplos são a maionese, as verduras cruas, as frituras, o macarrão cozido, a gelatina, os ovos e a batata. Já as outras opções, de maneira geral, respondem bem ao congelamento e não correm o risco de ter uma perda significativa de nutrientes, se o processo for feito da maneira correta.

Qual é a maneira certa de congelar?


Primeiramente, é necessário levar em consideração a higiene. Segundo a nutricionista Janaina Vilhora, é fundamental lavar bem as mãos e os alimentos antes de começar a cozinha. Ela também ressalta que o ideal é utilizar embalagens próprias para esse fim e verificar se estão bem fechadas.


"Elas [as embalagens] não permitem que o seu conteúdo entre em contato com o ar frio e seco do freezer, evita a passagem de aroma de uma para a outra e facilita a retirada da comida depois de congelada", explica Patricia Ramos, supervisora de serviço de nutrição.

Os recipientes de vidro com tampa também podem ser usados, assim como os saquinhos plásticos específicos para congelamento, mas é muito importante usar um sistema a vácuo ou tirar bem o ar de dentro deles. Evitar o uso de recipientes muito grandes, que favorecem o acúmulo extra de gelo e dificultam na hora de descongelar apenas parte do conteúdo, é outra dica importante, assim como colocar etiquetas nos recipientes com o nome do alimento e a data do congelamento.


Outra recomendação é não deixar o freezer lotado, pois isso prejudica o seu trabalho, já que o ar gelado não tem muito espaço para circular. Porém, também não é legal mantê-lo muito vazio, já que os alimentos congelados ajudam a produzir ar frio. Na hora do descongelamento, é aconselhável deixar a comida dentro da geladeira, ao invés de em cima da pia, pois isso diminui o risco de contaminação.


Vale ressaltar também que, nunca devemos congelar novamente um item que foi descongelado, pois, ao entrar em contato com o ar do ambiente, há uma nova contaminação de micro-organismos, colocando a segurança alimentar em jogo, se ele voltar ao congelador.

Tempo de congelamento e outros cuidados


Alguns cuidados são específicos em certas situações. Os pratos que são congelados depois de preparados, como o feijão, devem ter pouco tempero, pois o período na refrigeração deixa-o mais acentuado. Também é interessante cozinhá-los por menos tempo, para que não corram o risco de passarem do ponto quando forem aquecidos na hora do consumo. Os legumes, por sua vez, devem ser branqueados antes do congelamento. "Para isso, coloque-os em água fervente por três minutos e, em seguida, o mesmo período em água gelada", explica Patrícia Ramos.

Não dá para dizer qual é o tempo ideal de congelamento dos alimentos, esse período varia de caso para caso e envolve fatores como o tipo e a forma como o processo foi feito, mas existe alguns valores médios. As carnes e aves cruas, por exemplo, podem ficar cerca de 12 meses. Já as cozidas só aguentam até três meses. Os peixes têm vida útil de dois a seis meses dentro do freezer, dependendo da sua quantidade de gordura, ou seja, quanto mais gordo, mais tempo. As massas e o arroz, três meses, os molhos e sopas, entre dois e três meses, e os queijos, apenas um mês.

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Fonte: Viva Bem

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