O sal é algo presente na alimentação diária das pessoas em todas as partes do mundo, seja como conservante ou condimento para dar sabor a comida. Usado durante a antiguidade em transações comerciais, acredita-se que os primeiros registros do uso de sal em alimentos foram a mais de 2000 anos a. C na China.


Atualmente, é notório que o excesso de sal traz complicações para a saúde, como o aumento da pressão arterial em pessoas predispostas, além de ser prejudicial para quem já é hipertenso. O consumo além dos limites de sódio é um dos principais fatores de risco para a hipertensão, sendo também associado a eventos cardiovasculares e renais.

Segundo as Diretrizes de Hipertensão arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o limite de consumo diário de sódio é de 2,0 g, o que está associado à diminuição da pressão arterial. Porém, o consumo médio do brasileiro vai muito além disso.


A diretriz atual da ACC/AHA (2019) aconselha que o consumo de sódio diário ideal deveria ser inferior a 1.500 mg/dia, mas reconhece que a redução de 1.000 mg/dia já poderia conferir benefício a muitos indivíduos hipertensos. A ADA indica o consumo < 2.300 mg/dia de sódio.


O sódio é um componente do sal de cozinha e para alcançar essa recomendação diária o consumo de sal deve ser de 5g, mas vale lembrar que o hábito alimentar da população brasileira rica em alimentos processados e ultraprocessados contribui significativamente para a elevação dessa ingestão.


Dessa forma, deve-se evitar a ingestão de alimentos processados industrialmente, tais como: enlatados, conservas, embutidos, defumados e a utilização de menos sal no preparo dos alimentos. Essas atitudes podem ser medidas em conjunto com a redução do peso corporal, diminuição do consumo de bebidas alcoólicas e a prática de exercícios físicos com regularidade, contribuindo para uma melhor qualidade de vida e redução da pressão arterial.

Para que isso aconteça sem deixar de ter uma alimentação saborosa, a melhor opção é ampliar o uso de temperos como ervas e condimentos. Algumas delas são:


Açafrão da terra (cúrcuma) - É uma planta nativa que dá uma coloração marcante, deixa os alimentos com coloração amarela, muito usado no preparo de ensopados, assados e arroz, como por exemplo, a galinhada.

Alecrim – bastante utilizado em conjunto com a batata, seja ela, assada, ensopada ou de qualquer outro modo. O alecrim também vai bem no tempero de ensopados, de carne vermelha ou branca como a de frango. Outra dica, é usar para temperar o azeite de oliva e utiliza-lo em torradas ou outras receitas que vão ao forno.

Alho – Esmagado, em lâminas ou inteiro em refogados ou assados, combina com a maioria dos alimentos salgados.

Canela – tempero bem comum no preparo de doces tradicionais brasileiros, mas também pode ser usado em receitas salgadas, especialmente as que contém carne de porco. Uma dica é usar a canela no tempero de leite e iogurtes, ou na banana da terra para variar o café da manhã.

Cebolinha – diferente da cebola, a cebolinha é mais suave e pode ser usada em ensopados, caldos e sopas. Outra sugestão é colocar no início do preparo de certos alimentos ou no final com o prato já pronto.

Coentro – por ter um sabor mais forte, vai muito bem com peixes e frutos do mar. É muito usado em receitas no Norte e no Nordeste do Brasil.


Cravo-da-índia – muito utilizado em conjunto com a canela em doces e salgados. Experimente espetar alguns cravos numa cebola inteira e leve para assar ou em caldos e ensopados.

Gengibre – muito usado ralado, por ter sabor forte dá um gosto diferente a saladas de tomate ou cenoura. Também é um bom tempero para frango ensopado e sopas.

Páprica – feito de pimentão vermelho. Possui a versão: doce, picante e defumada. Tempera bem ensopados, frango e carne de porco.


Tomilho – Se um prato tem tomate ou queijo, pode ter tomilho. Vai muito bem em caldos e ensopados.

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Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes

Imagem: 123RF