Diversas pessoas que estão em busca da perda de peso, normalmente, fazem uma mudança severa nos hábitos alimentares, porém, o que muitos não sabem é que alterações muito exageradas são difíceis de manter a longo prazo. E, isso explica por que pessoas que emagrecem demais em poucas semanas tendem a recuperar o peso perdido mais rapidamente.


Outro fator que acontece muito é a despreocupação após conseguir atingir a meta de peso. Certos maus hábitos e más escolhas alimentares voltam, da mesma forma a conhecida autossabotagem. Nesse sentido, a reeducação alimentar é algo fundamental e serve para a vida, sem a ilusão de que ela tem começo, meio e fim.


O que é o efeito sanfona?


Ao mesmo tempo que o organismo entende que precisa manter reservas de gordura corporal no caso de haver escassez de alimentos, as pessoas continuam à procura de soluções mágicas para emagrecer. Dessa maneira, ao reduzirem a ingestão de calorias, surgem mudanças em diversos mecanismos hormonais e metabólicos.


O corpo ativa os hormônios da fome e diminui o metabolismo para recuperar os quilos que foram embora, afinal, reage como se guardar energia fosse questão de sobrevivência. E o fato de não compreender a importância de cada alimento para o organismo e decidir por dietas restritivas torna o efeito sanfona cada vez mais frequente.


A importância dos hábitos


O corpo necessita de tempo para absorver as mudanças de hábito. E, isso está entre os principais fatores que pode influenciar de forma negativa na manutenção do peso perdido. Para transformar algo em hábito é preciso ter a repetição, ao estabelecer rotina alimentar, de atividades físicas e escolhas disciplinadas.

Dessa forma, a orientação de especialistas se faz necessário. Um nutricionista irá ensinar o paciente a como fazer boas escolhas alimentares, e o profissional da educação física indicará os exercícios mais adequados.


Estômago, corpo e mente


A ideia que a reeducação alimentar traz é que o estômago, o corpo e a mente sejam educados novamente. Portanto, o cardápio durante e após o emagrecimento deve permanecer à base de alimentos rico em fibras, com folhas, frutas, legumes e sempre com o pensamento de desembalar menos e descascar mais. Da mesma forma que acontece quando a pessoa volta a ser sedentária, prejudicando a memória corporal e perdendo parte do que havia sido conquistado.


Quando se trata de saúde emocional, sintomas relacionados ao estresse também são responsáveis por colocar em risco a manutenção do peso perdido. Por isso, é essencial encontrar um tempo para si mesmo, em que prevaleça o descanso, além de priorizar boas noites de sono, já que é durante esse período que o corpo regula os hormônios. Noites que são mal dormidas aumentam a produção de cortisol, hormônio do estresse, e adrenalina, fazendo com que o organismo entenda que algo está errado.


Como manter o foco?


Quando o assunto é cuidar das etapas do emagrecimento, não existem segredos ou milagres para isso, mas, certas atitudes podem fazer a diferença, tais como:


Faça as pazes com a comida: os alimentos têm diferentes valores nutricionais, alguns com mais açúcar, outros com menos, mas transformá-los em mocinhos e vilões não ajuda. Não atribua valores morais à comida para não cair no ciclo de restrição e exagero;


Tenha horários para se alimentar e tente não ficar comendo de pouco a pouco o tempo todo. Certos alimentos podem provocar mais ansiedade e menos saciedade;


Sinta mais a saciedade no cérebro do que no estômago: para fazer isso, é preciso comer com calma, mastigar bem e estar presente na hora da refeição para saber quando parar de comer;


É importante ter metas, mas não aposte no imediatismo;


Não desista das atividades físicas: o ato de se exercitar libera substâncias que influenciam no bem-estar e na disposição;


Hidrate-se, beba bastante água.


Reconheça seus limites


A resposta sobre como você vê seu corpo pode ser complexa. Mas, tentar responder questionamentos assim podem ajudar a refletir sobre os fatores que influenciam no ganho e na perda de peso. Pressões estéticas de todos os lados e insatisfação faz com que a iniciativa de adotar ações positivas em relação ao desenvolvimento de hábitos saudáveis seja diminuída.

A nutricionista Gabriela Daniel Arces, faz o seguinte questionamento: "Se você não gosta do seu corpo, se acha uma pessoa feia e pensa que tudo na sua imagem é muito problemático, por que você cuidaria desse corpo? ".

Segundo ela, é necessário parar de ver o corpo como se fosse uma massinha de modelar e entender que se trata de uma ferramenta que precisa ser cuidada e permite fazer tudo o que você faz. Com o pensamento nesse sentido, a alimentação e os exercícios se tornam uma prática de amor e autocuidado e não o reflexo de um sentimento negativo sobre seu corpo.


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Fonte: Viva Bem

Imagem: 123RF