Já pensou em comer um bife feito à base de planta impresso em uma impressora 3D? É o que a startup israelense Redefine Meat planeja lançar no próximo ano. A expectativa é conseguir capturar um pouco do mercado de rápido crescimento de alternativas à carne.


As carnes feitas sem origem animal estão cada vez mais populares entre os consumidores que levam em consideração o bem-estar animal e se preocupa com o meio ambiente. São esses compradores que vem aumentando as vendas da Beyond Meat, Impossible Foods e Nestlé.

O consumo de alternativas à carne tem a possibilidade de atingir 140 bilhões de dólares até o ano de 2029, ou seja, cerca de 10% do mercado mundial de carne, segundo a empresa Barclays.


De acordo com a startup Redefine Meat, com sede em Rehovot, localizado ao sul de Tel Aviv, será testado primeiro o "Alt Steak" em restaurantes de luxo ainda neste ano de 2020, antes mesmo de lançar suas impressoras 3D em escala industrial para os distribuidores de carne em 2021.


O presidente-executivo, Eshchar Ben-Shitrit, disse à Reuters que é necessário ter uma impressora 3D para reproduzir a imitação do músculo do animal.


Além disso, as maquinas conseguem imprimir 20 quilos por hora com a possibilidade de centenas, a um valor menor do que a carne real.

A empresa foi fundada em 2018 e já conseguiu faturar 6 milhões de dólares no ano passado durante uma rodada de investimentos liderada pela CPT Capital, investidora da Beyond Meat e da Impossible Foods. A Hanaco Venture Capital e o grupo alemão de aves PHW também apostam investindo na empresa.

"O mercado está definitivamente aguardando uma inovação em termos de melhoria da textura", disse Stacy Pyett, que gerencia o programa Proteins for Life na Wageningen University & Research, na Holanda.

Stacy também comenta que imprimir 3D é uma tecnologia que disputa para melhorar a textura da carne alternativa, porém "ter novas tecnologias ... não necessariamente resolve o problema do sabor".

Já em relação as carnes alternativas, feitas em laboratório, a nutricionista Paulina Nunes da Silva explica que o objetivo é atingir quem busca se alimentar de forma mais saudável e ecologicamente sustentável. "Uma das grandes promessas da proteína animal in vitro é a redução do número de casos de doenças como salmonela, Escherichia coli e síndrome vaca louca. Outro ponto positivo da carne produzida em laboratório é que quando a carne é cultivada em laboratório, o risco de contaminação bacteriana é reduzido extremamente, ou até completamente", explica.


A nutricionista ainda esclarece que o consumidor que se preocupa e opta pelas carnes alternativas quer mesmo é ter o alimento mais saudável. Ela ainda diz que para substituir a gordura, e acrescentar diferentes vitaminas, pode-se adicionar muitas coisas. "É possível substituir as gorduras saturadas por ômega 3" afirma Paulina.

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Fonte: G1 e Paulina Nunes da Silva CRN: 7229

Imagem: G1