Em meio a tantas dietas alguns alimentos se tornam ‘vilões’ para consumo enquanto outros são indispensáveis no dia a dia. Comer pão francês, por exemplo, quebra a rigidez de algumas dietas populares e ganha status de consumo inadequado. A incerteza se o pão de cada dia faz bem ou não deve ter passado pela mente de muitas pessoas. Mas, qual será o certo? Comer ou não comer?

Segundo a nutricionista, Amanda Ornelas, a moda de dietas a base de baixo consumo de carboidrato, as popularmente conhecidas como low carb, transformou o pão em algo maligno nos últimos anos. "Mas ele (pão) não é vilão assim. De fato, é um alimento com muito carboidrato, mas não há problema adultos e crianças saudáveis consumi-lo moderadamente", esclarece a profissional.

A nutricionista ainda afirma que o carboidrato é essencial na nossa dieta, já que é fonte de energia para nosso corpo, e se a pessoa é saudável e se encontra no seu peso ideal, não há problema em comer pão francês todos os dias, desde que seja um por dia. Para o recheio, o ideal é dar preferência para um queijo magro, como a ricota ou o queijo branco.

Ornellas, também lembra que o pão ficou mais nutritivo desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou, em 1998, que os países deveriam enriquecer a farinha com ácido fólico e ferro.

De acordo com uma pesquisa publicada no Birth Defects Research de 2018, desde o início da fortificação da farinha com ácido fólico, aproximadamente 1.300 bebês nascem a cada ano sem problemas no tubo neural. Já as mulheres com ingestão restrita de carboidratos têm 30% mais chances de ter um bebê com problemas no tubo neural. O fator estava relacionado justamente à baixa ingestão de ácido fólico, presente na farinha. Na gestação, o ácido fólico previne problemas de fechamento do tubo neural, que pode causar a anencefalia.

Qual a diferença entre os tipos de pão?


Segundo a nutricionista, Amanda Ornelas, quando se trata de quantidades calóricas e de carboidratos, não há diferença significativa entre o pão francês, o de leite e o de milho. "Todo pão é uma fonte importante de carboidrato, mas o que realmente vai importar para diferencia-lo é o tipo de farinha que foi usada" afirma.


Por isso, o pão feito com farinha integral é o mais saudável e o mais indicado para quem está de regime. "Ele tem fibras, o que é ótimo, porque elas melhoram o intestino, diminuem o colesterol e aumentam a saciedade."[p]
[p]Além disso, a nutricionista salienta que vale a pena dar uma atenção especial aos pães com castanhas e grãos como gergelim, linhaça e aveia. "Além de mais nutritivos, eles têm mais fibras."

Pão ou torrada?


Apesar de muitos pensarem que um tipo e mais saudável que o outro, não há diferença entre o pão e a torrada.

"Pessoas que fazem regime acham que a torrada é menos calórica que o pão, mas não é. O que acontece é que o pão perde água, perde aquela característica fofa e perde alguns nutrientes, mas a diferença entre o pão e a torrada é quase nula" esclarece a nutricionista.


Alérgicos ao glúten


Um dos ingredientes mais presentes no pão é o gluten. Ele também é encontrado em massas, bolachas, bolos, cerveja, entre outros alimentos feitos à base de trigo, cevada e centeio. Ao ser absorvido pelo organismo, é usado para o ganho de massa magra e se torna fonte de energia e proteína.

Para os que são alérgicos ao glúten, a solução é o pão de farinha de amêndoas. "Ele é rico em fibras, tem menos carboidratos e o melhor é que não contém o glúten, já que não tem farinha de trigo."

A nutricionista ainda explica, que o glúten é inofensivo para pessoas que não tem alergia a ele.

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Fonte: G1

Imagem: PublicDomainImages via Pixabay