Atualmente, a constante preocupação com a imagem corporal e o número de casos de transtornos alimentares cada vez maiores, estão fazendo com que alguns jovens escolham o uso abusivo de esteroides anabolizantes androgênicos (EAA). Os esteroides anabolizantes androgênicos são hormônios esteroides, sintéticos ou naturais, que surgem na sua maioria a partir do hormônio masculino, a testosterona. É imperioso ressaltar que as principais alterações psicológicas, em resultado do uso abusivo de EAA, surgem com as manifestações de sintomas relacionados a síndromes comportamentais; agressividade; ciúme patológico; alterações de libido; insônia; sentimento de invencibilidade sobre os outros e até mesmo pode ocasionar a depressão.

Foi desenvolvida uma atividade com uma amostra de 29 discentes do curso de nutrição de uma Universidade particular do estado de Sergipe, no período de março de 2019. A partir do uso dos seguintes instrumentos: Folders educativos que englobassem os preceitos da psicologia/nutrição/farmácia; questionário com o intuito de estimular os alunos sobre seus conhecimentos acerca de EAA; Roda de conversas sobre o papel do nutricionista em relação a tirada de dúvidas de seus pacientes e como é de suma importância conscientizar seus pacientes sobre o quanto pode ser prejudicial a busca rápida pelo corpo perfeito.

O questionário foi constituído pelas seguintes perguntas: (1) consumir anabolizantes pode causar alterações de colesterol e hipertensão; (2) nos homens, o uso de anabolizantes podem ocasionar aumento na produção de esperma, facilidade para urinar e crescimento dos cabelos; (3) nas mulheres, o uso de anabolizantes pode levar a voz mais grossa, crescimento excessivo de pelos e diminuição no tamanho dos seios; (4) os anabolizantes podem ser usados para o tratamento de alguns tipos de anemias, e para tratamento de pacientes com AIDS e câncer; (5) os médicos podem prescrever os esteroides anabolizantes para pacientes que querem ganho de massa muscular, com a receita de controle especial C5. Diante do estudo realizado em uma Universidade Particular em Aracaju/SE colheu um total de 29 questionários distribuídos, (100%) questionários respondidos. Os participantes foram de ambos os sexos, sendo (68,97%) do sexo feminino e (31,03%) do sexo masculino, com a faixa etária média de 22 anos para o sexo masculino e 21 anos para o sexo feminino. Dos 29 discentes participantes, houve a seguintes médias em relação aos acertos das questões: (1) (89,65%); (2) (72,41%); (3) (100%); (4) (31,03%); (5) (41,38%). Dessa forma, os maiores percentuais de erros foram nas questões 4 e 5, possivelmente atribuídos devido a limitação de informações relacionadas ao tema.

Conclui-se que é relevante os discentes de nutrição entenderem que o papel do nutricionista é de suma importância alertar sobre o uso de suplementos alimentares serem prescritos de forma correta, para que seus pacientes possam alcançar seus objetivos sem que haja comprometimento da sua saúde.


Autora:

Mara Dantas Pereira
Graduanda em Psicologia pela Universidade Tiradentes – UNIT, Aracaju/SE – Brasil.
E-mail: maradantaspereira@gmail.com

Coautores:

Míria Dantas Pereira
Graduanda em Farmácia pela Universidade Tiradentes – UNIT, Aracaju/SE – Brasil.
E-mail: miriadantaspereira@gmail.com

Tainá Gabriela de Lima Cavalcanti Tôrres
Graduanda em Farmácia pela Universidade Tiradentes – UNIT, Aracaju/SE – Brasil.
E-mail: taina_torres22@hotmail.com

Rafaela do Nascimento Castro
Graduanda em Farmácia pela Universidade Tiradentes – UNIT, Aracaju/SE – Brasil.
E-mail: raffa.castro19@gmail.com

Carla Regina Santos Sobral
Mestre em Biotecnologia Industrial (PBI) pela Universidade Tiradentes – UNIT; Doutoranda em Biotecnologia em RENORBIO pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), ambas de Aracaju/SE-Brasil.
E-mail: carlasobralnutricao@gmail.com

REFERÊNCIAS

ABRAHIN, O. S. C.; SOUSA, E. C. DE. Esteroides anabolizantes androgênicos e seus efeitos colaterais: uma revisão crítico-científica. Journal of Physical Education, v. 24, n. 4, p. 669–679, 17 dez. 2013.

SOARES, J. P. R.; CORREIA, A. A. Problemática do uso em demasia de esteroides anabolizantes: uma revisão. 2018. 9f. Trabalho (Graduação em Biomedicina) - Faculdade Integrada de Pernambuco - FACIPE, Recife.