A diabete é causada pela falta ou mau funcionamento de insulina no sangue. E para quem tem a possibilidade de ter ou já possui precisa de uma alimentação equilibrada para que possa melhorar o metabolismo e reduzir riscos à saúde.

Segundo a nutricionista, Marta Isabel, existem dois tipos de diabetes, a diabete tipo 1 e tipo 2. A diabete tipo 1 ainda é um fator desconhecido, sendo considerada como uma doença autoimune, no qual o pâncreas tem uma alta destruição das células betas pancreáticas, responsáveis por produzir insulina no sangue. Com a destruição total destas células faz com que não tenha a produção de insulina, ou seja, a insulina é responsável por controlar a glicemia no sangue, e sem ela não há o controle.

"A glicose se direciona para dentro da célula, nos dando energia. Pois a glicose fora da célula fica alta, e não temos energia para desenvolver as funções desde a respiração até você trabalhar, fazer atividades físicas", afirma.

Já a diabete tipo 2 é a mesma questão, só que neste caso é como se a células pancreáticas tivessem um certo estresse e cansaço, do qual começa a diminuir o ritmo, produzindo pouca insulina ou quase nada. Isso ocorre devido há hábitos inadequados, tendo uma sobrecarga de açúcar na alimentação, sendo o principal fator da diabete.


Para a nutricionista, uma dieta realizada de forma correta influencia em um estilo de vida com qualidade. A dieta é um conjunto de alimentos que consome ao longo do dia que vai ter impacto na prevenção de doenças ou não. Marta conta que não adianta a pessoa comer como por exemplo a aveia no café da manhã, e durante o restante do dia ingerir açúcar, gordura, bebida alcoólica e não praticar algum exercício físico, pois não é somente o consumo de aveia que irá corrigir os hábitos errados.


"Qualquer alimento rico em fibra já é um grupo de alimentos que podem ajudar na prevenção de diabetes como também no tratamento. Isso inclui a linhaça, frutas e verduras, pois elas contem fibras, principalmente com casca. Batata doce com casca cozinhada ou assada é um alimento que ajuda a ter o melhor controle glicêmico", diz. Ela afirma também que o próprio açúcar se a pessoa consome apenas 5g ou 10g de açúcar ao longo do dia não vai faze-la tornar diabética.


De acordo com a nutricionista se consumir cerca de 100g ou 150g de açúcar por dia, como por exemplo, um suco e café adoçado, bolachas e bolos que já tem açúcar na sua composição, isso ao longo do dia vai piorar o quadro da pessoa, podendo levar ela ter diabete ou piorar a doença. São alimentos com auto nível glicêmicos, com carboidratos simples como sucos prontos, barrinhas de cereais que tem xarope de glicose, mel, açúcar mascado ou orgânico, tudo isso também vai elevar o índice de açúcar no sangue. Tendo consequências como cegueira, problemas renais, neuropatia diabética, entre outros.


"Quando uma pessoa tem casos na família de diabete, e ela cuida do seu estilo de vida, da sua alimentação, as chances de ela ter diabete é muito baixa. Quando ela não tem nenhum caso na família, ou seja, não possui o fator genético, mas sua alimentação é ruim, tudo isso vai fazer com que essa pessoa sem o fator genético tenha uma pré-disposição maior para diabete do que o outro. A gente fala que o fator genético não é um destino oficial, o estilo de vida tem mais impacto do que o fator genético", afirma a nutricionista.


Danielle Tibúrcio relata que recebeu seu diagnostico aos 14 anos de idade, tendo diabete branda que não se desenvolveu para a diabete tipo 1. Ao contrário de sua família por parte de pai, em que seus tios e vó são diabéticos tipo 2, este foi o principal motivo que decidiu fazer os exames na época.

Danielle conta um pouco sobre sua rotina e a forma como organiza sua alimentação, procurando consumir sempre carboidratos em quantidade menor. "O açúcar reduzi quase que totalmente, mas as vezes eu como algo doce. Consumo sempre muita hortaliça, legumes, sendo que muitos são bons para quem tem diabetes. Sempre fiz exercícios físicos que é importantíssimo, não só para ajudar a manter a glicose equilibrada e o peso. Porém no momento estou sem fazer exercício físico", explica.

Para ela, a principal dificuldade encontrada para a maioria dos diabéticos é a questão financeira, por mais que os alimentos ajudam a reduzir a taxa, eles são mais caros. "Eu diria que manter um cardápio mediterrâneo não sai barato, um cardápio excelente inclusive para o coração que é um dos grandes afetados por quem possui essa doença. Seria mesmo essa questão, pois hoje tem tudo para quem é diabético, no quesito alimento. E também certos remédios que são de maior eficácia, são caros", afirma Danielle. O medicamento utilizado por ela é o Glifage XR500, que mantem um controle melhor e de prevenção para um futuro aumento de taxa.

Segundo a nutricionista Marta, não pode ser afirmado que não tenha uma questão genética, mas o fator ambiental tem um impacto muito grande na diabete tipo 2, comparado ao tipo1. A alimentação e o estilo de vida influenciam na sua pré-disposição a diabete.


Autor: Raquel Lima

Fonte de imagem: http://arevistadamulher.com.br