O ácido fólico (ou vitamina B9) é um nutriente responsável por várias funções do organismo, e entre elas podemos citar:

• Manter a saúde do cérebro, prevenindo problemas como a depressão;
• Participar da formação do sistema nervoso do feto durante a gravidez;
• Fortalecer o sistema imunológico;
• Prevenir anemia, por estimular a formação de células do sangue;
• Prevenir câncer de cólon, por prevenir alterações no DNA das células;
• Prevenir doenças cardíacas e infarto, por reduzir a homocisteína e manter a saúde dos vasos sanguíneos;
• Controlar a evolução do vitiligo.

Essa vitamina é tão importante para a saúde de um feto que hoje já se recomenda doses diárias da mesma durante a gravidez, já que ela ajuda na prevenção contra defeitos do tubo neural como anencefalia, espinha bífida e encefalocele, o que já é confirmado por estudos que começaram há mais de 50 anos.

Atualmente, no entanto, novos estudos estão sendo realizados sobre o efeito protetor da vitamina B9 para a saúde da criança, e acredita-se que ela é capaz de prevenir outras anomalias como lábio leporino, fenda palatina, cardiopatias congênitas e os efeitos negativos de fármacos que a mão precisa usar durante a gestação. Novas abordagens sugerem ainda que a vitamina também pode proteger contra o autismo e a obesidade do bebê, e os estudos continuam e indicam que novas descobertas positivas sobre o efeito do ácido fólico na saúde fetal ainda estão por vir.

O Presidente da Comissão de Perinatologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Eduardo Borges da Fonseca, afirma que o ácido fólico previne entre 70 e 80% contra os defeitos de formação do tubo neural, e o ideal seria um protocolo de ingestão de 400 microgramas (0,4 miligrama) de ácido fólico 30 dias antes da gestação e no primeiro trimestre da gravidez, o que se torna um pouco complicado já que, no Brasil, 52% das mulheres engravidam sem planejar.

Outro problema encontrado pelas grávidas no Brasil é que a dose fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não segue a prescrição internacional, já que o ácido fólico disponibilizado nas unidades básicas de saúde vem na dose de 5mg, pois não tem o intuito de prevenir a má formação do tubo neural, e sim para tratar anemia.

A superdosagem de vitamina B9, no entanto, também gera efeitos negativos na saúde do feto. Já existem alguns estudos que associam altas doses dessa vitamina com alterações no desenvolvimento neuropsicomotor da criança. Assim sendo, a dose oferecida pelo SUS não pode ser consumida diariamente.

Alguns alimentos são ricos em ácido fólico e dentre eles, destacamos alguns com a quantidade dessa vitamina presente em 100g de cada alimento:


- Espinafre: 150mcg
- Couve manteiga: 78mcg
- Fígado de vaga frito: 350mcg
- Feijão: 210 mcg
- Laranja: 31mcg
- Brócolis cru: 90 mcg
- Salsa: 170 mcg
- Cogumelo cru: 44 mcg
- Manga: 36 mcg
- Tomate: 17 mcg


Fontes de conteúdo: Saúde Plena - UAI, Tua Saúde

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