O café é a segunda bebida mais consumida no mundo, perdendo apenas para a água. Ele é composto por várias substâncias, entre elas, alguns antioxidantes capazes de liberar dopamina, que é um neurotransmissor responsável por uma sensação de bem-estar.


O café também possui a cafeína, responsável por um de seus efeitos mais conhecidos: nos deixar despertos. Essa substância estimula o sistema nervoso central e ocupa o lugar de alguns receptores, que enviam uma mensagem dizendo que o corpo deve se manter em estado de alerta. Por isso, libera a adrenalina, que faz com que o coração bata mais rápido, a respiração acelere, a pressão arterial suba, o fluxo sanguíneo para os músculos aumente e a pupila dilate.


Visto isso, levanta-se a discussão: o café poderia ser considerado uma droga, uma vez que a cafeína pode causar dependência física e, em algumas pessoas, cefaleia importante quando há abstinência?

Estudos realizados em diversas partes do mundo concluíram que o consumo de 3 a 4 xícaras de café por dia é benéfico à atividade cardiovascular, e que quem toma café diariamente tem menor chance de desenvolver doenças cardíacas. Portanto, é pode-se tomar o café, mas com moderação e bom senso, conhecendo os efeitos que ele causa em você mesmo, já que isso é relativo ao organismo de cada um.

Entretanto, podemos listar alguns benefícios e males que podem estar relacionados ao excesso do consumo de café (mais de 3 ou 4 xícaras de café diárias), segundo estudos:


  • 1- Fertilidade: Segundo cientistas do Hospital Universitário de Aarhus, na Dinamarca, mais de 5 doses diárias de café reduzem em 50% o sucesso no tratamento de fertilização. Ainda não há estudos clínicos que comprovem esse efeito, mas muitos trabalhos relacionam o alto consumo de cafeína à malformação fetal.



  • 2- Câncer de pele: Pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, descobriram que o café está inversamente associado ao tipo mais comum de tumor de pele.


  • 3- Problemas no coração: Uma pesquisa mostra que o consumo de até 4 doses de café diárias diminuiu, entre 140 mil indivíduos, em até 11% o risco de doenças cardíacas. Já o consumo além da conta prejudicou as atividades cardíacas e, além disso, duas substâncias presentes no grão, o cafestol e o kahweol, são capazes de elevar os níveis de colesterol no sangue.


  • 4- Tremores de Parkinson: A exposição à cafeína gera estímulos cerebrais, principalmente nas áreas que controlam as atividades motoras e o sono, mas ao contrário do que se imagina, uma pesquisa do Instituto de Pesquisa da Universidade de McGill, no Canadá, observou que o consumo de café ameniza o sintoma de tremores no corpo, se consumido sem exagero, podendo contribuir para o funcionamento da dopamina, e é a falta desse neurotransmissor que possibilita o Mal de Parkinson.


  • 5- Alucinações: Um estudo da Universidade La Trobe, na Austrália, apontou que as pessoas que possuíam bastante cafeína na circulação (o correspondente a mais de 5 doses) se tornaram mais propensas a terem alucinações. Isso ocorre porque o estresse contribui para a liberação de cortisol, que é um hormônio que favorece essas experiências, o que parece ser potencializado quando se exagera na cafeína.


  • 6- Dor de cabeça: É difícil estabelecer se as dores de cabeça têm a bebida como responsável, sendo que isso varia muito do organismo de cada um, ou se as pessoas que já sentem esse incômodo utilizam a bebida como válvula de escape. Em controvérsia, a cafeína também pode ajudar, em muitos casos, a melhorar as dores, já que algumas cefaleias são caracterizadas pela vasodilatação, e a cafeína deixa os vasos sanguíneos mais estreitos, segundo especialista. Na dúvida, se você sofre de dores de cabeça, procure diminuir aos poucos a ingestão de cafeína e perceba se ela é realmente a causadora dessas dores (e neste caso é importante lembrar que alguns chás e refrigerantes também carregam essa substância). Caso as dores persistam, procure um médico.


Fontes de conteúdo: Revista Saúde, G1

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